A importância da precisão de estufas de laboratório

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Por: Henrique C. Ricci

O que é uma estufa

As estufas são estruturas que possuem um espaço interno e são capazes de manter o calor em seu interior, gerando ambientes que possibilitam o controle de parâmetros como temperatura, umidade, luminosidade, entre outras condições atmosféricas.

Existem diversos tipos de estufas, e qualquer que seja seu tipo ou aplicação, desde uma estufa de jardim, a uma estufa industrial ou de laboratório, todas seguem o mesmo funcionamento básico de manutenção do calor em seu interior.

Nos laboratórios, as estufas são equipamentos comumente utilizados. As estufas de laboratório atuam a partir do mesmo princípio das estufas de jardim, mas com um nível de precisão e controle muito superior.

As estufas laboratoriais são geralmente utilizadas em análises e experimentos que envolvem atividades de secagem de materiais, evaporação, esterilização, incubação, e para o fornecimento de ambiente em que é necessário o controle de umidade, gases, temperatura e movimentação de ar.

Como funcionam

As estufas de laboratório geralmente garantem temperatura 5ºC acima da temperatura ambiente até um limite que varia conforme as especificações, geralmente até 200ºC. O tamanho e o tipo de estufa varia de acordo com a necessidade da aplicação, há estufas mais simples e mais complexas, e estufas com usos mais gerais ou mais específicos.

As estufas mais simples são menos precisas, mas eficientes em aplicações básicas, empregadas para a secagem de materiais, secagem de louças e vidrarias, para esterilização, para preservação de materiais, e são construídas com materiais mais simples e de fácil usabilidade.

No caso de estufas mais complexas, a precisão está associada à capacidade fina de ajuste de temperatura e é importante que elas possuam uniformidade de temperatura em todo o seu compartimento. Existem estufas analógicas, em que o controle de temperatura se dá à partir de um termostato mecânico, e estufas digitais em que o controle de temperatura é bastante preciso e uniforme e funciona por meio de controladores PID (Proporcional Integral Derivativo).

Um tipo de estufa com uso específico são as estufas à vácuo, utilizadas em processos de secagem minuciosos, quando a temperatura de secagem é capaz de influenciar na consistência da amostra. O vácuo diminui a pressão, e consequentemente o ponto de ebulição das substâncias que se deseja evaporar, de forma que um aumento pequeno da temperatura seja capaz de evaporá-las. São utilizadas para evaporar solventes tóxicos.

A Estufas de Cultura Bacteriológica, também chamadas incubadoras, são utilizadas para o cultivo de microorganismos ou partes biológicas. Elas podem ser equipamentos desenhados somente ao uso de incubação, ou uma funcionalidade de equipamentos com usos gerais que podem atuar como incubadoras. As Estufas Bacteriológicas, favorecem o crescimento de colônias nos meios de cultura e precisa de alta precisão e constância de temperatura, geralmente fornecida por controladores digitais e uma construção adequada. Deve ter capacidade de evitar os riscos de contaminação das amostras. Quanto mais isolado do ambiente, melhor.

Há estufas com uma alta capacidade de aquecimento, chamadas “muflas”, que são capazes de atingir e estabilizar altas temperaturas. É bastante utilizada para a eliminação de elementos voláteis no laboratório químico.

Utilidade de estufas

As estufas são muito importantes no laboratório, e podem ser utilizadas para secagem e desidratação, aplicação típica para análises ambientais e biológicas,  esterilização de materiais de laboratório, destruindo as formas de vida no objeto e evaporação, como por exemplo do excesso de solventes.

É comum que as estufas de laboratório sejam mais utilizadas para secagem de vidrarias, regeneração de catalisadores, preparação de amostras, e secagem de materiais, que são atividades rotineiras em boa parte dos laboratórios.

No entanto, existem determinadas aplicações em que são necessárias estufas de alta precisão, com um bom controle de temperatura.

Na indústria, estufas precisas são utilizadas em setores de desenvolvimento e produção de produtos eletrônicos, automotivos, da construção civil, médicos, plástico e metal, como por exemplo, durante a temperagem de componentes metálicos, cura de substâncias adesivas, testes finos de resistência de tintas ao calor, entre outros.

Em análises botânicas, cujas situações são delicadas, as estufas necessitam de precisão para realizar secagens em determinadas condições específicas, em que seja possível controlar a umidade, temperatura e a circulação de ar. Um exemplo disso é a secagem controlada da madeira para xilotecas, pelo método adequado, sem que ocorram danos no material.

Na área biomédica e farmacológica, estufas precisas são utilizadas em atividades de análises biológicas, durante a preparação de parafinas e ceras para a preparação de lâminas laboratoriais, como incubadora para cultura de microorganismos ou cultivo de células, em testes precisos de estabilidade de substâncias, de simulação de condições de transporte de organismos, partes biológicas ou fármacos, secagem ou aquecimento de pastas, ceras, extratos de plantas, determinação de conteúdo seco e umidade, degaseficicação de soluções e testes de resistência ao calor.

Na área alimentícia, além de aplicações similares às da indústria farmacêutica, as estufas precisas participam de testes e processos de absorção de resíduos em fluidos, determinação termogravimétrica do teor de água, testes de envelhecimento dos produtos e de secagem para conservação de alimentos. Os testes de envelhecimento dos produtos são simulados na estufa para determinar a validade e deterioração do alimento, como por exemplo, no caso da cerveja, realizado medindo-se a opacidade do líquido durante o tempo.

No setor de produção de alimentos, as estufas precisas também são fundamentais para simulações climáticas, para verificar condições adequadas de armazenamento, e da qualidade de armazenamento da embalagem, e também podem ser utilizadas para testes de criação culinária, por secagem controlada de alimentos.

Estufas laboratoriais são essenciais, e dependendo da aplicação, necessitam de tecnologias mais precisas e de boa qualidade. Consulte as estufas distribuídas pela Láctea.

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